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Vozes que se vêem – Guia de Legendagem para Surdos, é o livro, editado pelo Instituto Politécnico de Leiria em conjunto com a Universidade de Aveiro, da autoria de Josélia Neves, e que trata de legendagem para surdos, de forma inovadora. Josélia é docente da área da tradução no Instituto Politécnico de Leiria, em Portugal.

O guia descreve um modelo de legendagem, que visa a tradução ou adaptação de toda a componente sonora (verbal e não-verbal) do texto audiovisual em forma de legendas compostas por conteúdos verbais e icônicos. Estas orientações são aplicáveis, de forma genérica, à legendagem para TV embora, com os devidos ajustes, se aplique também a outros meios - cinema, DVD e produtos multimédia. O manual dá também indicações para a realização de trabalhos de legendagem para surdos em programas radiofônicos que sejam transmitidos pela Internet, ou mesmo em legendagem em concerto. A investigação de Josélia Neves, para fazer este trabalho, incluiu vários testes. “Testamos uma metodologia de legendagem que utiliza cores, ícones, ‘smiles’ para identificar emoções, em 50 programas de uma telenovela transmitida pela SIC”, ela informa.

A maior dificuldade foi a de “transmitir emoções”. Os elementos iconográficos usados para estes casos são simples “smiles” para fazer passar “o riso, a ironia, a zanga”. “O mais difícil foi encontrar a medida justa que deixe espaço a quem recebe a mensagem” para a decodificar, até porque, lembra, “um tradutor não pode ou não deve interpretar emoções”, acrescenta Josélia Neves.

A aquisição do livro (12,50 €) pode ser feita nas diversas livrarias em Leiria, como: Livraria Bisturi, Livraria Americana, Livraria Martins, Livraria Arquivo, Livraria Boa Leitura. Dica de livraria que conhecemos no Porto e que vende por internet: www.mundolivro.net. Uma boa pesquisa na internet poderá lhe trazer outras dicas.

Edição: Universidade de Aveiro e Instituto Politécnico de Leiria
Autoria: Josélia Neves, Doutorada em Estudos de Tradução pela Universidade de Surrey Roehampton (Londes) – ISBN: 9789727892457 – Ano: 2007

Quando as pessoas, ouvintes, observam um grupo de surdos entrar em um shopping, por exemplo, gesticulando e se movimentando para falar, não raro olham com uma cara de estranhamento: ”ah! são os surdos!”.

Para quem tem esta atitude, mesmo que não demonstre internamente, valeria a pena ler a história de Martha’s Vineyard, uma ilha onde a surdez hereditária era endêmica por mais de 250 anos. A comunidade de pessoas que se comunicavam pela língua de sinais era, em boa parte, composta por pessoas que ouviam normalmente.Ouvintes e surdos conviviam com naturalidade e a língua de sinais era um dos instrumentos de comunicação. 

Qualquer  dia traduzo o texto que tenho contando esta história para colocar aqui. Quem ler em inglês, basta nos mandar um email que envio o texto. Vale a pena. Faz com que vejamos outras perspectivas. Como aquele povo que morava no fundo do mar e não sabiam que havia a terra, até que alguém foi e viu. E ampliou o horizonte de todos.